terça-feira, maio 3

quando meu cavalo marinho
pousa
é galope além mar


T.
desde rastros me aponte
ruídos de sal sim salgados
me apraz ver atrás do longe
teus restos
distante acolhida

T.
caminha flores
disfarça ventos
embala cores
come tempestades

fina ironia do encanto



T.
conta por conta
branca doura
pérola perdida
no desviar de quem segue
secreto rastro


T.

dentre todos os ventos, moinho
te escolhi certeiro
já sabido ar
já pasmo alento


 estranha boca meu mar
antiga onda

T
deuses negros, tritãos
esculpidos nas rochas
mar e vento, colossos
montados em jegues
embrutecidos navios ao longe,
indiferente azul intenso e profundo do mar
como um amante que não conquistamos,
como o destino
ilegítimo.

T
atraso
barca perdida
não havia lugar
e chovia

...junto a isso um endereço
bela paisagem é janela
um ponto em manutenção

T
gongo do dia
do tempo perdido aurora
rubro cálice fim

quarta-feira, novembro 17

árvore
alta de raízes
veios que nutrem o chão
brancos perpétuos de línguas que atentam
mudez

agente da memória
silêncio
redondeza na forma, no comprimento do teu perfil.
o que esconde o corpo, o sorriso no corpo
e seca o risco da manhã.
o medo morre
o medo é a sorte da morte
o tempo


T__

na hora muda
a sem lingua
 o  verbo escorre pelo ralo da pia
não é tarde
num golpe pode um corpo
despertar


T.
bautizada La Certeza
la nave a la deriva
carga las cuatro caras de la luna
llena de si ni como
lleva lo fue y lo será

es sueño

T.
tempo afora
diz-me quão
é teu júbilo
já que som e fúria
entre nós fluamente
col meia
 
T
sólidos vento e chuva
sonho palavra chave
reflexa lua em poça d´agua
estampa tua imagem

T.

terça-feira, novembro 16

quero ouvir a chuva triste sol sereno
sorrir por trás das nuvens
meu trovão
meu sal
teu remo

T.

domingo, novembro 14

sexta-feira, novembro 12

antes da chuva 
vento ao contrário
pausa do alento
silêncio de pássaro

segunda-feira, setembro 27


pintura e colagem em vidro/ releituras Fornasetti 2002. Maria Tereza Prado

quinta-feira, julho 22

quando tudo vem o cão late
quando tudo tem já é tarde
quando tudo sem o sol arde

segunda-feira, julho 5

dentre todos os ventos, moinho
te escolhi certeiro
já sabido ar
já pasmo alento


estranha boca meu mar
antiga onda

quinta-feira, abril 29

gesto beira a causar
beira profundo ar
bela palmeira