quarta-feira, novembro 17

árvore
alta de raízes
veios que nutrem o chão
brancos perpétuos de línguas que atentam
mudez

agente da memória
silêncio
redondeza na forma, no comprimento do teu perfil.
o que esconde o corpo, o sorriso no corpo
e seca o risco da manhã.
o medo morre
o medo é a sorte da morte
o tempo


T__

Um comentário:

Emerson Donizeti Batista disse...

Lindo! Lindo! Lindo!
Este poema é como a semente de vida que só a morte faz brotar.