no prazer da contradança
minueto em salão azul
minueto em salão azul
teu gesto paralizado
sonha meu lugar nenhum
sonha meu lugar nenhum
T
Colagem e pintura em vidro
Vaga no olho molhado dor contida. Fica lá quase transbordando, quase querendo voltar a sentimento em ebulição, nó na garganta, dor no peito, frio no estômago. Olho avesso ao espelho, boca calada a palavra. Olho que fica. Olho que se agita irado. Vê o tropeço, lê o oculto, sabe o que esconde. Olha por dentro. Lembra o começo. Olho devoto. Olhos sublimes. Olha o que quer. Cala o que vê. Olhos que iludem, olhos enganados, olho vendado. Olhos nadam, olhos pescam, olhos voam, olhos andam por aí abstraídos do resto do corpo. Olhos têm vida própria e esperam. Ah! Como esperam!